Comemorações Institucionais: 470 anos a serviço do bem

fev/2019

De acordo com dados do Sebrae divulgados no fim do ano passado, o percentual de sobrevivência de empresas no Brasil é preocupante. A cada quatro abertas, uma fecha antes de completar dois anos de existência no mercado. Estes 25% representam não apenas o momento atual, mas, sobretudo, o desafio inerente em gerenciar uma empresa e fazê-la crescer.  Neste cenário, comemorar 470 anos de fundação de uma instituição filantrópica tem um significado muito importante e é motivo de muito orgulho.

 

Desde 1549, a Santa Casa da Bahia está a serviço do bem, ao lado da população baiana, se reinventando e se atualizando na gestão de um projeto que começou há mais de quatro séculos em uma casa de taipa, mas que hoje é mais complexa do que muitas empresas grandes do setor privado. Com unidades de negócio bem estabelecidas em áreas distintas, como saúde, educação, cultura, cemitério e ação social, que formam atualmente um quadro composto por mais de seis mil colaboradores, muitos são os motivos para comemorar.

 

Em um ano de celebração, faz-se necessário planejar uma programação com ações e realizações que marquem o período. É muito comum, por exemplo, desenvolver uma marca comemorativa. Em datas significativas, vale ainda marcar com um selo especial dos Correios. O fundamental mesmo é se comunicar com a sociedade e também com o mercado em geral, que devem saber que este é um ano especial, gerando o reconhecimento esperado.

 

Para isso, vale planejar campanhas e acionar parceiros importantes que, ao longo dos anos, fizeram parte da história da instituição. O relacionamento com o mercado, aliás, é muito importante ser mantido em todo o período, não apenas em anos comemorativos. Assim, a imagem é construída e formada.

 

Em 2018, o Hospital Santa Izabel e o GACC-Ba destacaram suas comemorações e, este ano, o jornal Correio e a Santa Casa. São exemplos de instituições que se planejaram para datas importantes com eventos e projetos ao longo dos meses. Assim, durante todo o ano, é possível desenvolver as diferentes ações relacionadas. Lembre-se: com gestão, dedicação e comunicação, um ano comemorativo tem tudo para ser marcante.

 

Roberto Sá Menezes

Roberto Sá Menezes

Colunista

Provedor da Santa Casa da Bahia, fundador e presidente do Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia (GACC-BA), membro do Conselho Fiscal da Associação Obras Sociais Irmã Dulce (AOSID) e do Conselho Consultivo da Confederação das Santas Casas de Misericórdia do Brasil (CMB).

 

Mais artigos

Gutenberg e sua startup no século 15

Estou fascinado com a história de Johannes zum Gutenberg (1396-1468), o célebre inventor da imprensa, ele encarna um case de inovação disruptiva em pleno século 15. O inquieto metalúrgico de Mainz, Alemanha, tinha garra de empreendedor e contava com um empréstimo para...

ler mais

O patrimônio cultural da Santa Casa da Bahia

A rica história e cultura de Salvador atravessaram continentes e oceanos até Macau, na China, onde fui convidado a apresentar o patrimônio cultural da Santa Casa da Bahia, durante o XXII Congresso Internacional das Misericórdias, realizado em maio. Foi um momento...

ler mais

De olho em 2020

Enquanto costuras políticas desenham o quadro de candidaturas para 2020, profissionais envolvidos com as eleições ainda batem a poeira das roupas por conta da rasteira de 2018. Afinal, “nunca antes na história desse país” certezas convencionadas estiveram tão na...

ler mais

Cultura Uber: a ascensão do trabalhador por portfólio

Motoristas de aplicativo, podem reparar, falam pelos cotovelos. Ficam à espreita de algum sinal do freguês para iniciar um papo e, quando acontece, soltam o verbo. São treinados e permanecem calados até que o usuário resolva puxar conversa. Eu sou muito curioso sobre...

ler mais

Foresight: como será o amanhã?

Prever o futuro já foi propriedade de profetas, gurus, bruxos, oráculos, xamãs e magos e argumento de ficção científica. Imperadores e reis antigamente dispunham de astrólogos residentes nos palácios dispostos a interpretar sinais do devir e ajudar aos monarcas nas...

ler mais

A campanha da Previdência: o caro e o barato

Propaganda é cara. Todo mundo sabe e quando digo todo mundo me refiro a quem é da área, ou seja, quem conhece a matéria. Propaganda é cara, sempre foi e nunca deixará de ser, pois no seu objetivo final que é massificação, ou público alvo definido, viabiliza dezenas de...

ler mais

junte-se ao mercado