Eleições quase limpas

out/2018

O atual processo eleitoral pode não ser tão limpo assim, mas, convenhamos as ruas das cidades estão mais limpas do que em pleitos anteriores, nos livramos tudo indica que para sempre, das placas e armengues de propaganda eleitoral que tomavam conta das principais ruas e avenidas da cidade; a Paralela era um terror, em especial nos dias em que o vento jogava para dentro da pista as ditas cujas.

Avançamos nesse particular de cidade limpa, sem placas e sem cartazes e pichações nos muros. Entretanto paramos no tempo em relação a algumas ações promocionais que foram eficientes nos anos 80 e 90 e hoje por que não são mais inovadoras, caíram no lugar comum, e por que são mal ativadas não funcionam.

Um exemplo típico dessas ações de marketing ineficientes é o das promotoras de rua, mal humoradas e mal pagas, carregando bandeiras lavadas, produzidas com fornecedores de baixa qualidade, algumas sequer ondulam. Ninguém mais presta atenção nessas ações, é dinheiro jogado fora e os candidatos nem se dão conta disso.

Nem as carreatas conseguem ser tão empolgantes como em eleições passadas. Sobram figurinos sem graça e falta criatividade e material de merchandising vistoso, alegre. O processo eleitoral está na UTI do ponto e vista do marketing eu por várias razões, inclusive as limitações da legislação, não encontrou novos caminhos. Todas as cartas são jogadas nos programas gratuitos da TV e nas atuais eleições na rede fake eu diziam seria combatida, mas ninguém combate por que o fake quem alimentamos somos nos.

Cidade quase limpa ainda bem . A sujeira ficou para as redes sociais.

Nelson Cadena

Nelson Cadena

Colunista

Escritor, jornalista e publicitário.

Mais artigos

Cultura Uber: a ascensão do trabalhador por portfólio

Motoristas de aplicativo, podem reparar, falam pelos cotovelos. Ficam à espreita de algum sinal do freguês para iniciar um papo e, quando acontece, soltam o verbo. São treinados e permanecem calados até que o usuário resolva puxar conversa. Eu sou muito curioso sobre...

ler mais

Os cães ladram e a caravana não passa

Há um ditado antigo que diz que “em casa que não tem pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Sabedoria para dizer que na falta de atendimento ao básico, sobra tempo para cada um expor suas frustrações, de preferência acusando ao outro pelo infortúnio. O Brasil parece...

ler mais

Foresight: como será o amanhã?

Prever o futuro já foi propriedade de profetas, gurus, bruxos, oráculos, xamãs e magos e argumento de ficção científica. Imperadores e reis antigamente dispunham de astrólogos residentes nos palácios dispostos a interpretar sinais do devir e ajudar aos monarcas nas...

ler mais

A campanha da Previdência: o caro e o barato

Propaganda é cara. Todo mundo sabe e quando digo todo mundo me refiro a quem é da área, ou seja, quem conhece a matéria. Propaganda é cara, sempre foi e nunca deixará de ser, pois no seu objetivo final que é massificação, ou público alvo definido, viabiliza dezenas de...

ler mais

O toque de Midas

Midas, o rei da Frígia, foi um monarca que gozava da fama de ser então o homem mais rico do mundo. No salão dos tesouros do seu palácio acumulava arcas e arcas empanturradas de moedas e barras de ouro, prata, joias e pedras preciosas. Talvez Walt Disney tenha se...

ler mais

A infantilização da fé e do sagrado

Nos anos 70, muitos jovens frequentavam o Mosteiro de São Bento da Bahia, um espaço privilegiado de espiritualidade cristã e intensa experiência cultural. Lembro de uma surpreendente jornada de cinema de arte promovida por Dom Bernardo, um monge beneditino com mente...

ler mais

junte-se ao mercado