Entrevista: Celmar Batista – Gerente de Marketing, Comunicação e Cultura da Caixa

jan/2019

“O SCREAM foi um projeto lindo, absolutamente bem estruturado, e que reuniu nomes indispensáveis hoje na Bahia e até no mundo, quando a discussão gira em torno da criatividade, mercado, cultura e comunicação. “                                                                                                                                                                                   

capa

Apesar de formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador, no seu currículo predominam cursos de comunicação e liderança, alguns destes realizados em Harvard. Entre Salvador e Fortaleza, está na Caixa Cultural há oito anos.

***

 

 

 

 

ABMP: A Caixa Econômica Federal adotou a cultura como uma de suas principais bandeiras institucionais. Ultrapassou a barreira do apoio financeiro criando a Caixa Cultural em diversas capitais, com a proposta de bilheteria mais acessível para a população. Por que este tema? Ele reflete carência ou demanda da população?

 

C.B: Trata-se de uma política institucional através da qual a Caixa se curva à importância de valorizar o capital artístico do povo brasileiro. São sete unidades da Caixa Cultural espalhadas pelo país, que levam espetáculos de altíssima qualidade, gratuitos ou a preços realmente mais baixos do que os praticados em outros centros de cultura. Adotando essa política de preços populares, alcança-se o componente de democratização da cultura, pois permite que todas as classes sociais acessem grandes espetáculos, oficinas e exposições. A arte é inerente à condição humana. O brasileiro é um dos povos com maior vocação para o fazer artístico. A Caixa demonstra compreender bem estes fatos, com a execução do projeto Caixa Cultural.

 

ABMP: O Salvador Creativity and Media Festival (Scream), realizado em novembro pela ABMP, em parceria com a Saltur, para profissionais e estudantes do mercado criativo da Bahia, atraiu mais de 5.000 pessoas na sua primeira edição. O que levou a instituição a patrocinar este evento?

 

C.B: Além dos projetos selecionados via edital e que integram a programação das Caixas Culturais, a política de marketing cultural da Caixa também alcança projetos externos que contribuam para o desenvolvimento do nosso povo, através da cultura. O SCREAM foi um projeto lindo, absolutamente bem estruturado, e que reuniu nomes indispensáveis hoje na Bahia e até no mundo, quando a discussão gira em torno da criatividade, mercado, cultura e comunicação. Para a Caixa, que é um banco que se liga diretamente às questões do povo, estar em parcerias como esta é de fundamental importância.

 

ABMP: E o retorno destas ações, como qualificam? O público baiano, em especial, tem ocupado os eventos culturais?

 

C.B: A Caixa possui uma política de patrocínio muito bem estruturada, no sentido de apoiar projetos que sejam relevantes qualitativamente e que possuam apelo junto ao povo. Por conta disso, percebemos um retorno sempre bastante positivo da população. A Bahia é um celeiro de produção cultural, em todas as linguagens artísticas. Nossos conterrâneos vivem cultura dentro do seu cotidiano, o que nos diferencia enquanto povo. A taxa de ocupação da Caixa Cultural Salvador cresce ano após ano. E as nossas ações externas, sempre pensadas em momentos estratégicos para o baiano, como festas populares, carnaval e réveillon, também nos trazem um retorno muito satisfatório.

 

ABMP: Pra quem está precisando deste apoio, seja financeiro ou pra concessão do espaço físico, quais são os pré-requisitos e procedimentos pra solicitá-lo?

 

C.B: Para integrar a programação da Caixa Cultural, as produções interessadas devem se inscrever no edital público que costuma ser anual e que é bastante interessante, pois é possível ser selecionada para qualquer unidade do Brasil, não só para a Caixa Cultural Salvador. Hoje, a Bahia é um dos estados com maior número de produções ocupando as Caixas Culturais Brasil afora. O site para consulta e inscrições é o www.programasculturaiscaixa.com.br. Mas nós também recebemos algumas solicitações de patrocínio de projetos externos, que podem ser feitas presencialmente, mediante agendamento de reunião com nosso corpo gerencial. A política de patrocínio da Caixa segue o regramento jurídico da Administração Pública Federal e os interessados devem estar quites com todas as suas obrigações, perante os órgãos públicos e a sociedade.

 

Foto: Arthur Daltro

 

 

Outras entrevistas

Entrevista: Sérgio Gordilho – Copresidente e CCO da Africa

" Acredito que nunca a criatividade foi tão necessária, tanto para as marcas, quanto para as pessoas. Ninguém pode ficar em cima do muro, pois cada um de nós será cobrado quando tudo isso acabar. Mas para não ficar nessa posição, temos que saber o que falar, quando...

ler mais

Entrevista: Rafael Valente – Vice-presidente do Grupo Civil

" Enxergo a publicidade e propaganda da Bahia como a mais criativa do Brasil e por muitos anos ela navegou com maré cheia, escondendo muitas pedras que agora aparecem."                                                                                                   ...

ler mais

Entrevista: Antoine Tawil – Vice-presidente da FCDL Bahia

" Nossa torcida e nosso esforço é de superar essa crise rapidamente, de forma segura, e que nosso estado e nosso país recuperem a capacidade de crescimento."                                                                                                               ...

ler mais

Entrevista: Ana Clara Moraes – Gerente de Marketing Brasil da NotCo

" Pensando no futuro, queremos que qualquer pessoa consiga ter uma refeição completa com produtos feitos de forma inteligente sem que tenha que abrir mão do sabor que ama. "                                                                                               ...

ler mais

Entrevista: Guilherme Guimarães – VP de Marketing do DAZN

" O DAZN busca revolucionar a forma como consumimos esporte no mundo. Temos planos de crescimento ambiciosos - estamos no caminho para estar em 20 mercados até o final de 2020 "                                                                                           ...

ler mais

junte-se ao mercado