Entrevista: Juliana Magalhães – Digital Planner e Redatora Web

ago/2019

“Acredito na rede social viva, com interações reais  e uma estratégia focada principalmente em mídia online, produzindo conteúdo relevante e segmentando para o público que quero atingir.”   

                                                                                                                                                                               

 

Especialista em conteúdo digital, com formação em Publicidade e Propaganda pela Ucsal, a digital planner é aluna especial do mestrado de Gestão e Tecnologia da UNEB, professora de Marketing Digital na Infinity School e atua, atualmente, como coordenadora de Comunicação Digital com foco em Marketing Político. Já criou campanhas digitais para o Salvador Shopping, Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Shopping Paralela, IEL Bahia, SEBRAE Bahia, Grupo LeBiscuit e Grupo Indiana, recebendo relevantes prêmios por algumas destas.

 

  

 

ABMP: O Instagram alega ter escondido a contagem dos likes nas publicações pra amenizar a cobrança por mais curtidas nas postagens, tanto por parte dos seguidores, quanto dos anunciantes e próprios donos dos perfis. Acredita, realmente, que esta seja a principal razão?

J.M: Nós não temos como, de fato, definir qual o objetivo real do Instagram em não exibir esses dados para os seguidores, apenas para o dono do perfil. Mas uma coisa que podemos dizer é: a cobrança do público com seu próprio conteúdo vai diminuir. Isto porque as pessoas vão passar a publicar um material que realmente faz sentido pra elas, sem se preocupar com esses números. Eu, particularmente, gostei da mudança. Acho que as pessoas vão se cobrar menos na hora de postar algo.

 

ABMP: Quais são as consequências imediatas, boas e ruins, dessa mudança?

J.M: A consequência para o público geral é basicamente nula. As pessoas vão continuar curtindo publicações normalmente. Penso que os maiores impactos serão para quem produz conteúdo comercial (marcas e influenciadores). Agora esse conteúdo precisará ser ainda mais qualificado para atrair o público. Muita gente curte publicações nas redes sociais porque outras pessoas curtiram, é quase que um movimento automático na rolagem da tela. Este “efeito manada” não vai ser mais tão intenso, justamente pelo fato de não ser possível ver quem curtiu ou a quantidade de curtidas do post.

 

ABMP: A solução que alguns influenciadores encontraram para garantir que seus seguidores e anunciantes continuem acompanhando o “sucesso” do perfil foi publicar o print da tela com quantidade de curtidas nos stories ou citando estes números nas filmagens. O que acha desta solução? É apenas paliativa?

J.M: Os influenciadores continuam tendo todo o acesso ao desempenho dos seus perfis comerciais. Em relação a isso, nada mudou. O que pode ser feito é a preparação de um relatório de desempenho com esses dados básicos para que eles compartilhem com marcas que desejam parcerias. Inclusive com algumas informações em uma aba de destaque, por exemplo. A ideia é que o trabalho do influenciador seja mais profissional e qualificado, com uma qualidade de produção de conteúdo melhor, trazendo mais retorno para as marcas.

 

ABMP: Quais são os caminhos agora para estes profissionais digitais continuarem engajando seus perfis e ampliando a audiência de conteúdo no Instagram?

J.M: Eu sempre digo nas minhas aulas que o segredo para um perfil que engaja é a produção de conteúdo de valor, com conteúdo de qualidade, que agregue informações úteis ao seu público, acrescente e traga alguma mensagem relevante para quem segue o perfil.

Além disso, as pessoas estão carentes de atenção na internet, então, é importante os influenciadores escutarem seu público, responderem interações, produzirem material sugerido pelos seguidores, utilizar dos recursos da própria plataforma para gerar engajamento (enquetes, perguntas, músicas, IGTV, transmissão ao vivo…). As possibilidades de geração de conteúdo são infinitas!

 

ABMP: Para quem utiliza ferramentas que automatizam o aumento de seguidores, ainda valerá a pena pagar para ter mais gente acessando seu conteúdo?

J.M: Não recomendo ferramentas de automação. Acredito na rede social viva, com interações reais  e uma estratégia focada principalmente em mídia online, produzindo conteúdo relevante e segmentando para o público que quero atingir. Pela minha experiência, os retornos são mais significativos quando essa estratégia é adotada.

Outras entrevistas

Entrevista: Matheus Bastos – Head de Marketing da Sanar

"Eu diria que não temos uma discussão sem números. Todas as decisões, portanto, são embasadas nos dados vindos dos nossos sites, aplicativos, pesquisas de mercado."                                                                                                       ...

ler mais

Entrevista: Sandra Martinelli – Presidente Executiva da ABA

"Queremos aperfeiçoar continuamente nosso papel no auxílio aos profissionais, nos tornando fonte das melhores práticas e padrões, desenvolvendo produções colaborativas e disponibilizando todos os conteúdos gerados em nossos comitês, grupos de trabalho e eventos."     ...

ler mais

junte-se ao mercado