Entrevista: Roberval Luânia – Presidente da Central de Outdoor Bahia

“O outdoor de Salvador, além de ser uma referência em termos de veículo, é uma referência em visibilidade. O retorno é de 80%, porque ele fica na rua 24h por dia, as pessoas veem toda hora… Aqui, quando uma festa não anuncia em outdoor, passa despercebida.”

 

 

ABMP: O outdoor tem uma tradição muito forte na Bahia. Como vocês trabalham para manter essa força ao longo dos anos?

R.L: O outdoor de Salvador, assim como em toda a Bahia, é disciplinado. Isso em virtude das normas da Sucom (Secretaria Municipal de Urbanismo). Não podemos acrescentar mais outdoors na cidade sem retirar outros ou sem a Prefeitura liberar. Inclusive foi a Central de Outdoor que propôs um decreto, e os locais públicos foram licitados. Em outras cidades e estados, muitas vezes isso não acontece. Recentemente, tivemos uma convenção nacional em Salvador, e representantes de outros estados saíram entusiasmados. Viram a sintonia que existia aqui entre o poder público e a Central de Outdoor, coisa que não acontece em outros municípios. Além disso, ajudamos a limpar a cidade. Antigamente, havia muito lambe-lambe e trouxemos essas pessoas para o outdoor.

 

ABMP: Com novas tecnologias chegando ao mercado, como o outdoor vem evoluindo? Há uma incorporação dessas novidades?

R.L: Existe sim e devo dizer que Salvador foi pioneira nesses engenhos da cidade. Estamos sempre procurando novos métodos para atualizar o outdoor, em termos de led, backlight, iluminação no geral. O que mais acrescenta é o que diz respeito à estrutura. Há muito tempo, cerca de 15 anos, já não temos mais engenhos de madeira em Salvador.

 

ABMP: O que o outdoor tem a acrescentar a uma campanha que quer dialogar com o público local?

R.L: O outdoor de Salvador, além de ser uma referência em termos de veículo, é uma referência em visibilidade. O retorno é de 80%, porque ele fica na rua 24h por dia, as pessoas veem toda hora. E a geografia da cidade ajuda, com as ladeiras, por exemplo. Você está em Amaralina, desce e vê um outdoor. Vai para o Comércio e também encontra. Aqui, quando uma festa não anuncia em outdoor, passa despercebida. Quando coloca um, todo mundo vai.

Outras entrevistas

Entrevista: Nizan Guanaes – Fundador do Grupo ABC

"O digital acaba com essa história de regional, local. Eu acho que o baiano é muito criativo. Nós temos isso a nosso favor, talvez fosse o caso de começar a fazer serviços nacionais, com remuneração nacional, localizados na Bahia, através do digital".                 ...

ler mais

Entrevista: Ricardo Alban – Presidente da FIEB

"Até o momento, não verificamos sinais concretos de recuperação da produção industrial baiana. É preciso acompanhar os dados dos próximos meses para atestar uma possível reversão do quadro negativo atual."                                                               ...

ler mais

Entrevista: Armando Avena – Economista, jornalista e escritor

"A recessão foi uma das piores do Brasil, mas já está passando. Na verdade, o primeiro trimestre de 2017 mostra que o país já começou a sair da recessão, mas de forma lenta. O problema do Brasil, neste momento, é muito mais de caráter político do que econômico."     ...

ler mais

Entrevista: Pedro Dourado – Presidente da Uranus 2

"Outro fator importante na nossa atividade de prestação de serviços é o fator humano. Não dá para trocar um funcionário por trocar, tem que tentar recuperá-lo pensando que isto é investimento e não custo. "                                                             ...

ler mais

junte-se ao mercado