>

VIVA O SABER

ago/2017

Livros, debates, recitais, saraus e do nada, ou com tudo, o desabitado Pelourinho tem suas ruas invadidas por pessoas alegres, com riso estampado na face. Ali estava sendo oferecido algo, que não está presente no cotidiano, as escolas envelheceram. Na Flipelô tudo era movimento num Pelourinho movimentado, que tem que sair do marasmo do seu cotidiano. Falam que ali tem que ser moradia, o que acho difícil, pois a classe de poder aquisitivo não gosta do Centro Histórico. Mais viável seria a implantação das Escolas Criativas e-ou Cursos de Pós-Graduação das Universidades, com isenção de impostos, para se tornar atrativo o empreendimento. No final o movimento diário compensa e a vida vai se formando. Aliás, deveria ser isenta de impostos, toda área compreendida entre a Praça Castro Alves e o Pelourinho para atividades que envolvessem arte e cultura e abatimentos para todas as áreas de serviços. Há pouco tempo foi noticiado pela imprensa, a grande compra feita por um empresário, de 120 imóveis na Rua Chile, mas, ainda não saiu um plano sobre isso. Houve um projeto menor e similar no Santo Antônio Além do Carmo, que não foi adiante. Uma empresária   ligada a área de Shopping comprou muitos imóveis para um projeto turístico-cultural , que gerou muita controvérsia entre os moradores e foi abortado. O certo é que vida diária melhora tudo e diminui inclusive a violência. Quem gosta do Centro, quer sair do Pelourinho andando, tomar  um sorvete e depois  assistir um filme no Glauber, sem risco de ser assaltado, isso é o básico. Voltando a Flipelô, soube também que a Fligê em  Mucugê foi muito bacana e caminha para a consolidação, pena que tenha sido no mesmo período que a Flipelô. Em outubro vem a Flica : Festa Literária de Cachoeira, a mãe de todas, invadindo com livros as ruas dessa cidade histórica do Recôncavo, que ganhou outro ritmo com a implantação do Campus Universitário. Que elas se multipliquem por todo o estado, pouquíssimos prefeitos conseguem perceber que proporcionar saber dá ibope e repetem as velhas formas do pão e circo. Uma Festa Literária, deixa algo para todos que dela participam, é evolução para sair da boca da garrafa. As pessoas estão ansiosas por novos saberes.

Sérgio Siqueira

Sérgio Siqueira

Colunista

Formado em Administração de Empresas pela Ufba com especialização em programação visual , marketing institucional , propaganda e eventos. Gerente de Criação e Produção e desenvolvimento de projetos e campanhas institucionais e culturais da Rede Bahia.

Mais artigos

Como criar uma seita em oito passos

Há quase trinta anos que trabalho com grupos em organizações pelo Brasil. Uso os óculos teóricos da psicologia do trabalho e da antropologia para compreender e decifrar os problemas de relacionamento internos das tribos empresariais. Tenho observado uma atmosfera...

ler mais

Eleições quase limpas

O atual processo eleitoral pode não ser tão limpo assim, mas, convenhamos as ruas das cidades estão mais limpas do que em pleitos anteriores, nos livramos tudo indica que para sempre, das placas e armengues de propaganda eleitoral que tomavam conta das principais ruas...

ler mais

Responsabilidade Social é um compromisso individual

A responsabilidade social é um compromisso de todos. Ao assumirmos isso, o exercício da cidadania sai do campo da teoria e vai para a prática. Afinal, todos podemos realizar ações em prol do coletivo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e...

ler mais

O consumidor real: você sabe com quem está falando?

Pensamos uma coisa e fazemos outra, desejamos o que não precisamos, fugimos do que desejamos, acumulamos coisas e descartamos pessoas. É nesse contraditório mundo intrapsíquico que se produzem os comportamentos, inclusive os de compra. Em tal conjunção, como definir o...

ler mais

Mentira, fake news e pós-verdrags

A manipulação de sofismas e falácias desafiou o mundo de Sofia, desde os primórdios. Grandes mentes conseguiram decifrar os vestígios do blefe e os truques da mentira. Sócrates, o gigante de Atenas, preferiu sorver o cálice da verdade enquanto os sofistas, artistas da...

ler mais

O resgate pela resiliência: o caso dos Javalis Selvagens

Era o dia 23 de junho, o time dos Javalis Selvagens havia acabado a partida de futebol. Um almoço festivo os esperava na casa de um dos integrantes do time para cantar parabéns. Mas eles convenceram a Ake, o técnico do time, a darem um passeio de bike na direção das...

ler mais

junte-se ao mercado