23 horas
“Ninguém vai fazer por você o que nem você está fazendo”. Esta frase não é da minha autoria, na verdade não sei quem merece o crédito. O fato é que eu gosto dela, me inspira.
E nos últimos dias ouvi uma outra que está fazendo sininho na minha mente até agora: “Meu dia tem 23 horas, porque 1h hora é só minha e eu ensino isso aos meus filhos”. Estas palavras têm dona: Ana Coelho, mulher admirável!
E daí? Daí que escrevo este meu último artigo de 2020 em homenagem a uma pessoa única e insubstituível na minha vida: eu!!!
Não se trata de egoísmo, egocentrismo, soberba, petulância. Se tem uma coisa que eu aprendi nesse ano foi cuidar de mim e me valorizar! Sem autoconhecimento não há boa comunicação com o outro; sem autocuidado as ideias inovadoras desaparecem; sem autorrespeito os clientes não chegam junto.
Tenho observado que “estar bem consigo” interfere até na produtividade. Se nossa cabeça está ocupada com problemas que a gente insiste em “colocar debaixo do tapete”, temos dificuldade de usar o tempo a nosso favor. E não me venham dizer que com a pandemia ficamos ociosos, porque sei que é uma inverdade. No enclausuramento as tarefas se acumularam e o brasileiro (que já estava no top do ranking dos mais ansiosos do mundo) tem se mostrado cada vez mais ansioso.
Se permitir e reconhecer suas necessidades pode parecer vulnerabilidade. E tudo bem, pois vulnerabilidade é sinônimo de coragem; pedir ajuda ou mostrar que você precisa de tempo para você é não querer parecer ser perfeito.
Assim como numa análise SWOT (ferramenta tão usada no Marketing), identificar fraquezas e pontos fracos é essencial para qualidade de vida. Meu grande amigo Ubiraci Pataxó diz: “Eu sou rico naquilo que no outro é pobre; e eu sou pobre naquilo que no outro é rico”. E é assim mesmo!
Me time (tempo para mim em Português) tem se popularizado como ferramenta do bem viver. E eu estou incorporando esse hábito com mais intensidade e menos culpa na minha rotina. Às vezes, confesso, o Me time vira momento de insights… entretanto, não deixa de ser aquela uma hora tão bem valorizada por Ana Coelho.
Minha uma hora pode ser um almoço, uma série, uma prática física ou mental. O que vale é que sejam 60 minutos absorvidos como recompensa para a pessoa mais importante que existe na minha vida: Diego Oliveira.

Diego Oliveira
Colunista
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