O dia em que a terra parou
A Bahia nos deu grandes e inesquecíveis artistas. Uma das músicas do gênio Raul Seixas é a inspiração para o título deste artigo.
Embalado por versos como:
“Essa noite
Eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
Com o dia em que a Terra parou”
reflito, reflito e reflito de novo sobre o apagão ocorrido nas mídias sociais dia 4 de outubro. Gente, a terra quase parou e não era sonho. Foi realidade.
Uma realidade que nos fez lembrar:
da boa e aconchegante ligação telefônica;
dos contatos distribuídos em ordem (ou desordem) na caderneta de papel;
das cartas e acordos por email;
minha mente foi tão longe que recordei até do fax e do mimeógrafo (risos). Se eu falar estes nomes aos meus alunos, duvido que todos saberão do que se trata (mais risos).
Interessante que, a dependência das mídias sociais é tão alarmante que, rapidamente, milhares de usuários migraram para outros canais digitais, como Twitter, Telegram, TikTok, e o que aconteceu? Sobrecarga!!!
Mas será que só estas mídias demonstraram-se vulneráveis e sobrecarregadas?
Dores de cabeça, alteração no sono, excesso de apetite e queda de cabelos. Choro fácil, sinais de ansiedade, desesperança e dificuldade em memorização. Já li em diferentes fontes que esses sintomas podem passar despercebidos, e aparecerem com maior ou menor intensidade, mas como tantas outras reações, são alertas que o nosso corpo dispara para denunciar que algo não está bem. Caso você tenha se identificado com essa descrição, é possível que esteja passando por uma sobrecarga emocional, estado que merece bastante atenção, cuidado e que não deve ser subestimado e nem naturalizado. São aqueles momentos em que costumamos ouvir que estamos estranhos, sem razão aparente mais agressivos, irritados, menos dispostos e com algumas dificuldades cognitivas, como raciocínio mais lento. Muitas vezes isso acontece porque nossas necessidades não estão sendo atendidas, seja de lazer, de descanso, ou mesmo de se sentir querido
Nos últimos dias, as falhas no Facebook, Instagram e WhatsApp trouxeram à tona que nenhum sistema é infalível. E nós, somos? Até tentamos, entretando, os inúmeros sinais do dia a dia afirmam que temos que entender as nossas fraquezas e respeitá-las.
O mundo até pode não parar por completo, mas um corpo humano sim. São muitas as possibilidades que nos levam a ficar numa configuração emocional parecida com a de um copo cheio d’água: apenas uma gota a mais nos faz transbordar. Normalmente é quando a mente está sobrecarregada, a pessoa se sente cansada e estafada, tanto por causa do excesso de demandas externas, com vários pedidos e exigências na casa e no trabalho, quanto por demandas internas, ao acumular atividades e acreditar ser preciso cumprir todas as determinações.
A rotina homeoffice intensificou aquela sensação de que tudo deveria ser “pra ontem”. Sabe o que é urgente? O meu e o seu desejo de viver e não de sobreviver. Como eu gosto de dizer, não se trata de estar online ou offline, o importante é estar all line.

Diego Oliveira
Colunista
KPIs cheios, caixa vazio.
Tem uma coisa curiosa acontecendo no mercado: nunca se mediu tanto… e, ao mesmo tempo, nunca se vendeu com tanta dificuldade. Dashboards completos, relatórios impecáveis, uma infinidade de KPIs — e, no fim do dia, a pergunta continua ecoando: cadê a venda? Métrica,...
Escolher com quem sentar à mesa é o “sim” que seu corpo e sua mente merecem
Durante muito tempo, fomos ensinados a confundir escolha com acúmulo. Quanto mais projetos, convites e presenças, melhor. Mas o corpo sempre soube: nem toda mesa sustenta, nem toda companhia nutre. Quantas vezes você já disse “sim” sabendo que o preço seria o cansaço?...
ENTRE NIETZSCHE E NISKIER. Uma breve reflexão sobre A ALMA IMORAL.
Recentemente, assisti, pela quinta ou sexta vez (não lembro ao certo), a peça A ALMA IMORAL, que, em vias de completar 20 anos, se consolida como uma das peças mais icônicas do teatro brasileiro. E o que impressiona, ainda mais, é o fato de se tratar de monólogo......
O futuro não é ancestral. Mas o presente é. E, talvez o melhor — ou o mais desafiado — seja saber que carregamos essa essência mesmo quando fingimos que não.
A ancestralidade não vive apenas nos livros, nos rituais ou nos símbolos. Ela vive em nós. No jeito de falar, na intuição que orienta, no silêncio que protege, na coragem que surge sem aviso, na sensibilidade que escapa à lógica. O presente que habitamos é atravessado...
Nem toda evolução é expansão. Por que crescer também é saber parar, escolher e sustentar
Durante muito tempo, aprendemos a medir evolução por crescimento visível: mais projetos, mais alcance, mais resultados. Pouco se fala, porém, do custo dessa lógica. O corpo aguenta? A mente acompanha? A vida sustenta? Há um ponto em que expandir deixa de ser...
O preço das promessas e o valor do equilíbrio
Há um momento na vida em que a gente percebe que não dá mais pra se deixar seduzir por promessas. Promessas de reconhecimento, de sucesso, de amor, de pertencimento. Elas vêm embrulhadas em discursos bonitos, em convites empolgados, em projetos que parecem...
junte-se ao mercado
