A escolha do plano, o plano da escolha
A vida realmente é uma escol(h)a.
A vida é cheia de talvez: talvez eu me forme, talvez eu case, talvez eu viaje, talvez eu me mude, talvez eu tenha filhos… e assim nós nos jogamos no talvez da vida ou jogamos a nossa vida em função do talvez. Entre a escol(h)a e o talvez, me conforto em ter entendido: a vida é realmente de planos, ou melhor, dos planos que aprendemos a fazer desde crianças e, de repente, ao crescermos, buscamos nos encontrar no plano que realmente nos faça felizes, que possamos ser livres, que possamos ser nós mesmos e que mesmo doendo, ao olhar para trás, só temos uma pergunta: qual o seu plano A, meu amigo?
Nos últimos anos tenho encontrado vários amigos, dentro e fora do ambiente digital, independente da faixa etária, me perguntando sobre a vida e se teria tempo para um café. Eu diria que 9 a cada 10 o assunto é o mesmo: “preciso me reencontrar”, “não sei onde está a minha essência”, “não sou feliz com o que eu faço”, “será que eu devo me permitir?” – são tantas perguntas e angústias… Minha resposta é simples: oportunize. Oportunize ser feliz, oportunize se ouvir, oportunize se permitir, oportunize ao novo ou oportunize a resgatar o velho e se sentir novo.
Papo estranho né? Eu falando sobre isso! Qual o propósito disso tudo?
Calma minha gente, não estou maluco. Estou apenas compartilhando com vocês a necessidade da busca do plano A. Nada de olhar para frente, olhe para os lados também, resgate seu passado, o que você realmente gostaria de ter feito, como está agora mediante tudo que você desenhou?
Sim, todos nós desenhamos como gostaríamos que fosse agora ou um pouquinho lá na frente. E aí, você está feliz com o que realmente faz nos dias atuais? Acordar faz bem? Consegue colocar em prática o que você acredita? Se envolve com quem realmente gostaria de se envolver? Tem os amigos que gostaria de ter ao seu lado? Se sim, perfeito: esses são os amigos que entenderão qualquer decisão que tomarás. Então, eu pergunto, qual é seu plano A?
Venho acompanhando várias reportagens e entrevistas sobre esse tema e acompanho de perto mudanças radicais de amigos dos amigos e me convenço que fazemos parte de uma população que vive em planos A – essas pessoas aos poucos trocando o quantitativo pelo qualitativo e demonstram ser prazeroso.
Para pensarmos em mudanças de planos, se faz necessário a busca em desenhar o propósito que queremos para nossa história. Após isso, planejar; e então, sair em busca da execução desse plano que estará atrelado a sua essência e no que você realmente acredita. Será que precisamos de todos os tênis que temos, bolsas, chinelos, cremes, armários, cômodos, títulos, coleções, redes sociais com milhares de “amigos” que nem sabemos de onde são. O que te realiza? Qual seu plano A?
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Diego Oliveira
Colunista
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