Escolher com quem sentar à mesa é o “sim” que seu corpo e sua mente merecem
Durante muito tempo, fomos ensinados a confundir escolha com acúmulo. Quanto mais projetos, convites e presenças, melhor. Mas o corpo sempre soube: nem toda mesa sustenta, nem toda companhia nutre. Quantas vezes você já disse “sim” sabendo que o preço seria o cansaço?
Chega um momento em que amadurecer é aprender a escolher com quem dividir tempo, silêncio, ideias e afetos. Não por elitismo, mas por cuidado. Você se sente à vontade nos lugares que frequenta? Precisa se explicar demais para caber? Sai renovado ou esgotado?
Escolher com quem sentar à mesa também é renunciar a ambientes onde a escuta não acontece, onde a pressa dita o ritmo e onde o “sim” pesa mais do que deveria. Que mesas você continua ocupando por hábito — e não por sentido?
Existe um descanso profundo em estar onde não é preciso performar. Onde o riso é possível, o silêncio não constrange e a presença é suficiente.
No fim, a pergunta é simples e inadiável: essa mesa te fortalece ou te consome?
Se consome, não é mesa — é cobrança. Levantar também é escolha.
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Diego Oliveira
Colunista
Diego Oliveira é pensador em marketing, professor e coordenador acadêmico da ESPM, além de doutorando em Comportamento do Consumidor. Colunista do Meio & Mensagem, Let’s Go e ABMP, e palestrante na ETD, pesquisa e debate temas como Brasil Plural, protagonismo digital e comunicação em tempos de incerteza.
Criador dos movimentos Isokan e Qual é o seu Plano A?, além do projeto #DiegoQueDisse, acredita nos múltiplos Brasis — diversos, potentes e em movimento — e conecta inovação, diversidade e impacto social para transformar dados em cultura, decisões mais humanas e caminhos de futuro.
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