A conquista do sete
Sete é número cabalístico. Pitágoras era apaixonado por ele. O definiu como um número perfeito, sagrado e poderoso. E além de tudo mágico. Você, leitor, deve ter ouvido falar milhões de razões em favor dessa teoria. Sete são os dias da semana, sete são os nossos chacras, sete são as notas musicais, sete são as cores do arco íris, sete dias foi quanto Deus precisou para criar o mundo…
Sete é tudo isso é muito mais e é também um número a ser conquistado pelo mercado de comunicação baiano. Explico melhor antes que você pense que deu um sete no meu raciocínio: sete é a diferença entre o PIB do mercado de comunicação da Bahia em 2011 que era de 2,8% sobre o PIB do setor de serviços do Estado, e 2,1%, o último PIB registrado em 2015, segundo relatório da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia-SEI com base de referência no IBGE.
Significa dizer que em apenas cinco anos perdemos sete pontos do PIB, não é pouca coisa. E embora pareça deboche, podemos afirmar que se no futuro conseguirmos atingir o mesmo patamar de 2011, reconquistando os sete pontos perdidos, já será uma vitória. A conquista do sete, mesmo que nos remeta ao passado, é o futuro do mercado de comunicação da Bahia, por estranho que isso possa parecer. Vale repetir: o passado é o futuro. Repita você também.
No ano de 2015 a Bahia registrou um PIB de R$234,6 bilhões com uma queda de 3,2% em relação ao ano anterior, consequência da recessão econômica, mesmo assim uma queda menor do que o PIB do Brasil que foi de -3,8%. E o setor denominado de serviços de informação e comunicação movimentou R$ 3,5 bilhões, que é o correspondente a 2,1% do PIB de serviços (este avaliado em R$167,1 bilhões).
Para não dar um sete na sua cabeça com essas contas basta um simples “e se fosse ?”. Vamos lá: se fosse 2,8% do PIB de serviços seria R$ 4,7 bilhões. Então a diferença dos sete pontos perdidos entre 2011 e 2015 é de (R$ 4,7 bilhões menos R$ 3,5 bilhões) R$ 1,2 bilhões. Não é pouca coisa, já tinha dito. E essa deveria ser a nossa meta, que se por ora aparentemente inatingível, em se tratando de economia que tem uma dinâmica própria, tudo pode acontecer. Também para melhor.
Você deve ter sete razões pelo menos para duvidar que o mercado de comunicação volte a ter a representatividade que já teve no contexto da geração de negócios no Estado. Não precisa enumerar. Pense em sete estratégias para reverter esse quadro. Mas, pense em voz alta.

Nelson Cadena
Colunista
Escritor, jornalista e publicitário.
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