Eleições quase limpas
O atual processo eleitoral pode não ser tão limpo assim, mas, convenhamos as ruas das cidades estão mais limpas do que em pleitos anteriores, nos livramos tudo indica que para sempre, das placas e armengues de propaganda eleitoral que tomavam conta das principais ruas e avenidas da cidade; a Paralela era um terror, em especial nos dias em que o vento jogava para dentro da pista as ditas cujas.
Avançamos nesse particular de cidade limpa, sem placas e sem cartazes e pichações nos muros. Entretanto paramos no tempo em relação a algumas ações promocionais que foram eficientes nos anos 80 e 90 e hoje por que não são mais inovadoras, caíram no lugar comum, e por que são mal ativadas não funcionam.
Um exemplo típico dessas ações de marketing ineficientes é o das promotoras de rua, mal humoradas e mal pagas, carregando bandeiras lavadas, produzidas com fornecedores de baixa qualidade, algumas sequer ondulam. Ninguém mais presta atenção nessas ações, é dinheiro jogado fora e os candidatos nem se dão conta disso.
Nem as carreatas conseguem ser tão empolgantes como em eleições passadas. Sobram figurinos sem graça e falta criatividade e material de merchandising vistoso, alegre. O processo eleitoral está na UTI do ponto e vista do marketing eu por várias razões, inclusive as limitações da legislação, não encontrou novos caminhos. Todas as cartas são jogadas nos programas gratuitos da TV e nas atuais eleições na rede fake eu diziam seria combatida, mas ninguém combate por que o fake quem alimentamos somos nos.
Cidade quase limpa ainda bem . A sujeira ficou para as redes sociais.

Nelson Cadena
Colunista
Escritor, jornalista e publicitário.
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