Lucas & Eu

ago/2022

Antes de tudo, queria me desculpar àqueles que irão ler essa coluna e achar que tudo é muito redundante. Mas eu precisava expor a minha real história de amor, cumplicidade e companheirismo. Como em várias relações, demoramos a nos dar conta e valorizar de forma adequada àqueles que estão ao nosso lado. Muitas vezes, infelizmente, fazemos só quando perdemos ou a relação acaba.

Então, o texto desse mês é para falar sobre o Lucas e eu. A gente se conheceu há 14 anos, mas tenho certeza que meus últimos 18 meses de mudanças, transformações e espiritualidade fazem eu estar aqui escrevendo sobre ele. O Lucas me protege quando nem eu sei que estou correndo perigo; ele me ampara quando ninguém mais ao redor consegue ver que estou mal; ele se agita incansavelmente quando eu estou no ápice do meu stress mas também se acalma e adormece por horas e horas quando estou leve em paz.

Nos dias tristes ele está sempre aqui, grudado em mim, desde o momento que acordo para escovar os dentes, tomar banho e espera eu adormecer. Ele é meu guardião, está sempre prestando a atenção se tudo está ocorrendo conforme a nossa rotina. Ele consegue reconhecer cada pessoa que chega ao meu lado, absorvendo a sua energia boa ou ruim. É ele que me viu nos meus melhores e piores dias. É ele quem mais conhece da minha vida. E com ele que desabafo e tenho a minha paz.

Talvez muitos saibam, mas sim, o Lucas é o meu gato. Mas como muito pensam: ah que ridículo, pessoas tratando animais como pessoas! Eu afirmo: sim, conheço pouquíssimas pessoas que merecem ser mais amadas e cuidadas do que o meu Lucas.

Nesse meu processo de mudança de cidade minha maior preocupação era ele. Como se adaptaria? Como reagiria a uma viagem de avião? E uma casa nova (para quem não sabe, gato precisa reconhecer suas coisas)? Será que seria saudável trazer um gato idoso em toda essa mudança?

Para minha surpresa, toda vez que eu me questionava isso, parecia que ele me olhava e dizia: sim, estamos juntos até o fim. E assim foi, parecia que não havia um gato no avião e, quando ele chegou aqui, parecia que estava no nosso antigo apartamento.

O Lucas é quem me dá força, com quem tenho mais conexão, que sabe quando quero companhia ou não. Melhor, quando eu quero bagunça ou não. E, para quem duvida, o Lucas é sociável, simpático, carinhoso e grudento – desmerecendo todas falar de que gato é sozinho e arisco.

Enfim, minha eterna gratidão pelo meu companheiro! E uma dica: ao invés de se desgastarem com as pessoas, tenham gatos!

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O conteúdo e opinião publicados neste artigo são de inteira responsabilidade do autor ou autora.

Fred Mette

Fred Mette

Colunista

Doutora em administração, amante e atuante nas áreas de finanças, marketing, empreendedorismo e inovação. Possui com experiência em consultoria, avaliação de negócios e planejamento estratégico e financeiro. Sócia e idealizadora da U-Plan Startup. Seus interesses de pesquisa incluem, principalmente, psicologia econômica, endividamento e bem-estar financeiro. Atualmente é professora e coordenadora do curso de Administração na ESPM SP.

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