Receita rápida para mente estratégica
Quase no apagar das luzes de Dezembro, ao deixar espaço para os brilhos que justificam o Natal e um Novo Ano, questões pessoais e profissionais ficam mais latentes e pulsam no coração das pessoas e no administrativo das empresas.
Vemos tristezas com o fim de um ciclo profissional para alguns, ansiedade para a resposta de um processo seletivo que pode revirar a vida de outros; pessoas que se vão da vida de alguém para a vida de outro alguém ou desse plano terrestre; reencontros e desencontros.
Claro que tudo isso pode acontecer em diversos momentos do ano, mas nessa época costumamos ser mais nostálgicos, sensíveis e tudo parece mais marcante. Lembrem-se, também, que sou professora e, na academia, nossa vida é semestral…rs. Desligamentos e contratações são comuns ao final de cada semestre, principalmente no final do ano.
Existem diversos tipos de pessoas:
Há quem faça uma retrospectiva – gosto dessa “pegada” desde que me sirva como exemplo para melhorar as atitudes, ações e estratégias para o ano seguinte e, apesar de gostar, não costumo fazer com frequência. Prefiro tentar melhorar minha conduta em cada momento que percebo que ela merece novos rumos ou reflexões. Prefiro ser alguém melhor ou uma profissional mais capacitada seguindo o que o mercado “pede”, buscando evolução e aperfeiçoamento constantes.
Há quem faça uma lista de desejos ou metas para o próximo ano – também acho válido desde que seja acompanhada de um cronograma com indicadores tangíveis e outros que os desafiem a crescer cada vez mais. O problema é que parte dessas mesmas pessoas coloca objetivos inatingíveis ou esquece da lista e só se lembra dela quando chega o momento de fazer a próxima.
Há quem não faz nada e espera resultados surpreendentes apenas sendo a mesma pessoa de sempre, sem objetivos, metas, indicadores, planos ou sequer ações que possam colaborar com mudanças – passo longe desses, uma vez que tudo o que tem movimento muda e, se não mudarmos e evoluirmos deixamos passar grandes oportunidades.
Há tantos perfis diferentes e de certa forma parecidos, sem ações que tenham resultados satisfatórios.
Talvez alguém esteja se perguntando se nunca relaxo. Ahhhh… sim, claro que relaxo e não sou tão certinha com minhas ações, mas tenho uma mente estratégica e prefiro usá-la constantemente e para tudo, seja em minha vida profissional ou pessoal. Relaxo, mas meu radar fica alerta mesmo que eu não queira. Relaxo, mas meus olhos enxergam possibilidades em quaisquer lugares que minha visão alcança e, estrategicamente, também deixo passar muitas coisas para me sentir mais relaxada.
Se a pergunta é como fazer isso? A resposta será: treine sua mente! Quanto mais você a usar de uma maneira estratégica, mais ela vai querer funcionar desse jeito. É similar à musculação, onde os músculos precisam de frequência para sentirem necessidade de continuar se exercitando. É como aprender a falar, andar de bike, comer.
A receita até que é simples, são poucos ingredientes: Sua própria mente, algum estímulo (premiação inicial) e treino, colocando-a para funcionar constantemente. Sobre o modo de preparo, quando for se alimentar, repare nas marcas e pense em como pode usá-las para outros fins, em conexões com o que você faz em seu trabalho, por exemplo. Faça uma lista de marcas e possibilidades, busque no LinkedIn os diretores de área dessas empresas, se conecte e tente contato. Em cada passo seu, terão infinitas possibilidades – basta olhar estrategicamente. Olhe para fora do celular para buscar possibilidades e use a tecnologia para as amarrações e conexões.
Essa receita pode ser adaptada de diversas formas, utilizando transporte público, carro particular, praia, montanha, escritório, boteco/restaurante ou o que melhor lhe convier. E, o tempo de preparo é breve, porém infinito uma vez que poderá lhe abrir a mente e muitas “portas”.
Aliás, sabe quantas pessoas essa receita serve? VOCÊ! E todos que estiverem ao seu redor também serão beneficiados porque vivemos em rede, uma rede social que vai além dos aplicativos de celular, uma rede que, quando se conecta, prolifera e faz mais e mais conexões.
É momento de re-visões, re-lações, re-conexões!
Prepare a sua receita e compartilhe as fotos e resultados comigo. Te espero no Direct do Insta @erikabuzomartins
Um Natal cheio de Luz e um Novo Ano repleto de estratégias incríveis para você, seus familiares e toda sua rede. Até 2024!
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O conteúdo e opinião publicados neste artigo são de inteira responsabilidade do autor ou autora.

Erika Buzo Martins
Colunista
Doutora em Administração, Especialista em Marketing e Publicitária. É entusiasta dos estudos sobre comportamento humano/consumidor, trabalha com consultoria em Desenvolvimento Humano e Marketing. É Master Trainer em Programação Neurolinguística e Coach e, além de atuar como professora universitária há mais de 18 anos, é supervisora de Marketing do curso de Administração da ESPM-SP.
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junte-se ao mercado
"Acho que a primeira grande contribuição da Viamídia é mostrar que todo sonho é possível. Ela é a prova viva disso. Três jovens estudantes de publicidade, lá em 1996, sem dinheiro, sem conexões no mercado e começando do zero, montaram uma empresa com apenas dois computadores e uma mesa improvisada com uma porta e dois cavaletes. Hoje, esse negócio se transformou em uma grande agência, que emprega quase 100 pessoas e é referência no Nordeste."

ABMP: Quando falamos em “Conexões Urbanas”, o que esse conceito representa para você e como ele se relaciona com a transformação das cidades?
LC:Para a Eletromidia, o conceito de “Conexões Urbanas” sintetiza nossa razão de ser: aproximar marcas e pessoas nos diferentes ambientes e trajetos que fazem parte da vida nas cidades.
Salvador é um exemplo dessa dinâmica. Sua força cultural e seus espaços de convivência convidam a população a viver a cidade, seja nos deslocamentos para o trabalho e para a faculdade, seja nos momentos de lazer. Cada percurso reúne diferentes necessidades e oportunidades de encontro.
É nesse movimento que a mídia out-of-home ganha relevância. Ao integrar nossos ativos à paisagem e à rotina urbana, criamos oportunidades para as marcas participarem desse cotidiano. Quando essa presença oferece informação, serviços ou experiências que fazem sentido naquele momento, a comunicação também pode transformar a relação de quem circula com o espaço ao seu redor.
ABMP: Como a publicidade e a comunicação podem contribuir para criar conexões mais relevantes entre marcas, pessoas e espaços urbanos?
LC: A veiculação de campanhas publicitárias cria inúmeras possibilidades de conexão entre marcas e pessoas, seja no varejo, comunicando promoções, seja no âmbito institucional, reforçando atributos e construindo reputação.
Mas também tem sido cada vez mais frequente o desenvolvimento de projetos especiais e interativos, que geram experiências memoráveis, serviços e benefícios para quem circula pela cidade.
Isso é o que chamamos de storyliving, que vai além do storytelling. Em vez de apenas contar uma história, a marca convida o público a vivê-la. É a valorização da experiência presencial: proporcionar momentos de participação e imersão no cotidiano da população.
ABMP: As cidades estão cada vez mais conectadas por tecnologia e dados. Como isso muda a forma de comunicar e interagir com o público?
LC: A tecnologia e os dados ampliaram a capacidade de planejar e avaliar a mídia exterior. Além da localização dos painéis, agências e anunciantes passaram a contar com estimativas de audiência e métricas como alcance, frequência e impactos, que ajudam a entender os públicos que circulam por cada ambiente e a selecionar os pontos mais adequados aos objetivos de uma campanha.
A digitalização também trouxe mais flexibilidade para o conteúdo. Nos ativos de DOOH, o Digital Out of Home, é possível trabalhar diferentes peças e adaptar as mensagens a lugares, horários e contextos. Assim, uma campanha não precisa se comunicar da mesma maneira em todos os pontos de contato: pode considerar o que faz sentido em cada etapa do trajeto.
Para o público, essa evolução pode resultar em uma comunicação mais pertinente ao momento vivido. Para as marcas, significa combinar inteligência de mídia e criatividade para decidir não apenas onde estar, mas o que dizer e como participar da rotina das pessoas. Os dados orientam essas escolhas, e a tecnologia amplia as possibilidades de colocá-las em prática.
ABMP: Qual é o papel do espaço urbano como mídia e como plataforma de experiências para as marcas?
LC: O espaço urbano faz parte da rotina das pessoas. Para as marcas, ele oferece a oportunidade de não apenas serem vistas, mas de estabelecer vínculos em diferentes momentos dessa jornada.
O projeto Abrigo Amigo Claro, em parceria com a Claro, é um exemplo prático disso. Disponível em Salvador e em outras nove cidades do país, ele utiliza nossos painéis digitais para transformar a espera no ponto de ônibus, oferecendo companhia e aumentando a sensação de segurança. É uma forma de a marca participar do cotidiano por meio de um serviço que beneficia diretamente a população.
A Eletromidia está presente em 22 estados e próxima de alcançar 100 cidades. Nossas diferentes verticais permitem acompanhar esses trajetos nas ruas, nos transportes, em elevadores, shoppings, aeroportos e nos voos com a Azul Linhas Aéreas. Mais recentemente, anunciamos também a entrada no segmento de rodovias, com início na Região Metropolitana de São Paulo.
É assim que buscamos ressignificar o espaço urbano: como mídia, mas também como plataforma de experiências relevantes para marcas e cidadãos.
ABMP: Como equilibrar inovação, tecnologia e criatividade sem perder a conexão humana na comunicação?
LC: O ponto de partida são as pessoas. Antes de escolher um recurso ou formato, precisamos entender quem está naquele ambiente, o que está vivendo e de que maneira a comunicação pode contribuir para sua rotina.
A Eletromidia investe de forma consistente em inovação, tecnologia e uma cultura orientada por dados. Esses recursos ajudam a identificar oportunidades, planejar campanhas e avaliar resultados. Mas é a criatividade que transforma essa leitura em uma mensagem ou experiência capaz de despertar interesse e fazer sentido para o público.
Esse equilíbrio também passa pela valorização das pessoas e da gentileza nas relações. Na comunicação, significa respeitar o contexto e a disponibilidade de atenção de cada um. Nem sempre a melhor solução será a mais complexa: uma mensagem objetiva, uma informação útil ou um serviço que facilite o cotidiano podem fazer a diferença. A tecnologia deve apoiar essa conexão, e não ser um fim em si mesma.
ABMP: De que maneira a mobilidade urbana e os novos hábitos das pessoas estão influenciando o comportamento do consumidor?
LC: É nos deslocamentos durante a rotina que as pessoas entram em contato com diferentes espaços, serviços e possibilidades de consumo. As cidades têm investido em BRT, VLT, metrô e outros modais de transporte público para melhorar a mobilidade e a experiência dos moradores. Para as marcas, estações e terminais são ambientes propícios para criar conexões e experiências relevantes para quem está em trânsito.
Essa leitura também se aplica aos deslocamentos rodoviários. Recentemente, a Eletromidia anunciou uma joint venture com a Motiva e a EcoRodovias para levar mídia OOH às rodovias, com início na Região Metropolitana de São Paulo. A iniciativa abre novas oportunidades de contato com as pessoas nesses trajetos.
ABMP: O que torna uma experiência urbana realmente memorável e capaz de gerar conexão com as pessoas?
LC: Creio que existem vários fatores, mas contexto, utilidade e interatividade contribuem muito para isso. O contexto começa por entender onde a pessoa está e o que está vivendo naquele momento. Uma ação pode estar conectada a um evento na cidade, a uma comemoração, a um período específico do mês ou a situações comuns da rotina, como a espera pelo transporte. Quando a marca considera esse momento, a comunicação faz mais sentido para quem a recebe.
A utilidade também é importante: oferecer um serviço, uma informação ou um benefício pode fazer diferença na jornada das pessoas. E, quando existe a possibilidade de interação, elas deixam de apenas ver a mensagem e passam a participar da experiência. É essa combinação que ajuda a criar conexões reais e memoráveis no espaço urbano.
ABMP: Como você enxerga o futuro da comunicação nas cidades: mais digital, mais experiencial ou uma combinação dos dois?
LC: Vejo o futuro como uma combinação dos dois. O digital permite adaptar mensagens a diferentes lugares e momentos, atualizar conteúdos e criar oportunidades de interação. Mas esses recursos só geram uma conexão relevante quando respondem ao contexto e às necessidades de quem está naquele ambiente.
Por isso, a experiência deve orientar o uso da tecnologia. Durante um deslocamento, uma mensagem pode ajudar a descobrir um serviço próximo; em uma espera, um projeto pode oferecer companhia ou informação útil. O futuro não está apenas em ter mais telas ou recursos digitais, mas em usar essas possibilidades para tornar a presença das marcas mais pertinente na rotina das pessoas.
ABMP: Quais são os principais desafios para marcas que querem estar presentes na vida urbana de forma relevante, sem serem invasivas?
LC: O principal desafio é entender que estar no caminho das pessoas não significa ter sua atenção garantida. A comunicação precisa respeitar o ambiente e o momento da jornada: quem está de passagem tem uma disponibilidade diferente de quem espera pelo transporte ou circula em um shopping.
Isso exige mensagens claras, adequadas ao tempo de contato e ao contexto de cada espaço. Nem toda presença precisa se transformar em uma experiência interativa. Em alguns casos, uma informação objetiva é suficiente; em outros, um serviço ou projeto especial pode acrescentar valor à rotina.
A relevância vem dessa escolha: participar da vida urbana com uma comunicação que faça sentido para o público, sem exigir mais atenção do que aquele momento permite.
O principal desafio é entender que estar no caminho das pessoas não significa ter sua atenção garantida. A comunicação precisa respeitar o ambiente e o momento da jornada: quem está de passagem tem uma disponibilidade diferente de quem espera pelo transporte ou circula em um shopping.
Isso exige mensagens claras, adequadas ao tempo de contato e ao contexto de cada espaço. Nem toda presença precisa se transformar em uma experiência interativa. Em alguns casos, uma informação objetiva é suficiente; em outros, um serviço ou projeto especial pode acrescentar valor à rotina.
A relevância vem dessa escolha: participar da vida urbana com uma comunicação que faça sentido para o público, sem exigir mais atenção do que aquele momento permite.
