Tempo a nosso favor
Sempre gostei de me comunicar, ouvir e contar histórias, colocar pra fora ideias, críticas, elogios ou indignações. E quando escolhi trabalhar nas diferentes áreas da comunicação e do marketing, esse meu prazer só foi aumentando.
Com o advento das mídias sociais, estar sempre “on”, me atualizando e produzindo conteúdos, virou rotina; às vezes até parte das obrigações.
Entretanto… há algum tempo dei um tempo!
Aos poucos fui interpretando que manter o foco em nossos objetivos é fundamental, contudo, existem situações em que “dar um tempo” se torna necessário. Assim, podemos refletir, repensar atitudes e, óbvio, cuidar de si, para recuperar as energias e retornar com ainda mais força e certeza em relação ao que deseja realizar. Em muitos casos, se permitir fazer pausas é como andar uma casa para trás em um jogo de tabuleiro para que, depois, ande duas ou mais para frente. É uma questão de inteligência e sobrevivência.
Imagine uma pessoa que está trabalhando duro em um projeto, dando seu melhor para vê-lo se realizar. Por mais que aquilo seja uma prioridade em sua vida, existem circunstâncias que estão além de suas vontades, como suas necessidades humanas, por exemplo, de descansar, se alimentar, relaxar a mente, entre tantas outras. Caso ela insista em ignorar tudo isso, em algum momento terá que arcar com as consequências e se ver obrigada a pausar seu projeto para cuidar da saúde.
Além das questões relacionadas ao excesso de trabalho e à saúde, dar um tempo se mostra necessário em uma infinidade de situações. Na realidade, o melhor termômetro para identificar a hora de fazer uma pausa é a forma com a qual está se sentindo. Tenho aprendido que, caso perceba que está confuso, sobrecarregado e precisando de um respiro, se permita parar e se afastar um pouco do que está te causando tudo isso. Então, poderá retornar depois com a mente tranquila e pronta para retomar o que foi pausado.
Confesso que são poucos meus momentos “off”, mas eles têm sido fundamentais para eu me conectar com minha essência e ter mais assertividade em minhas escolhas. “Dar um tempo” também me levou a compreender a grande importância de reconhecer que eu preciso dessa atitude, sem culpa ou autojulgamento. É dando um tempo que abrimos olhos e coração para o novo e temos mais clareza para a definição de prioridades.
Estou retomando as conexões, com auto-compromisso de manter o “dar um tempo” entre as prioridades.

Diego Oliveira
Colunista
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