Entrevista: Gabriel Carvalho – Fundador do Portal São João na Bahia

maio/2026

Nos últimos anos, os festejos ganharam uma proporção gigantesca, com um crescimento exponencial em número de contratações, público presente e na economia. Em todo o Estado, a festa já gera mais de R$ 2 bilhões e gera muitos postos de trabalho e renda.                                                                                                                                                                                       

 

ABMP: O que faz o São João da Bahia ser tão único em comparação com outras festas juninas do Brasil?

GC: O fato de ser realizado simultaneamente em mais de 300 municípios. Nenhum estado tem isso. Só a Bahia. É para cá que vêm as principais atrações de fora e onde ficam os artistas e bandas locais e regionais.

ABMP: Como você enxerga a evolução do São João nos últimos anos, especialmente em termos de público e investimento?

GC: Nos últimos anos, os festejos ganharam uma proporção gigantesca, com um crescimento exponencial em número de contratações, público presente e na economia. Em todo o Estado, a festa já gera mais de R$ 2 bilhões e gera muitos postos de trabalho e renda.

ABMP: Qual o impacto cultural e econômico do São João para o estado da Bahia hoje?

GC: Sob o ponto de vista da cultura, o São João consegue ser maior que o carnaval, pois tem impacto na dança, no comportamento e no fato de levar o interior para os grandes centros. Já na economia, é um sucesso absoluto , pois impacta diretamente nos serviços, no comércio, nos transportes e em uma vasta cadeia produtiva, beneficiando mais de 50 setores, inclusive a indústria e a agricultura familiar.

ABMP: O que não pode faltar em um São João “raiz”? Isso ainda se mantém?

GC: Não podem faltar os elementos básicos como o forró, sobretudo o tradicional, as quadrilhas juninas, as comidas e bebidas típicas e as manifestações de cada região. Existe, na verdade, resiste, pois a internet nos transformou em pessoas iguais e o São João é a festa do diferente. Talvez por isso ela ainda resista.

 

ABMP: O que o público mais busca hoje: informação de serviço, entretenimento ou conteúdo cultural?

GC: De tudo um pouco. Com a internet e a Inteligência Artificial, os conteúdos ficaram rasos e muito parecidos. É um desafio da sociedade produzir boa informação e é isso que a gente busca fazer, pois o público precisa dela para fazer seus planos que vão da escolha do destino à roupa que vai usar e até o dia em que vai viajar.

ABMP: Como a forma de consumir conteúdo sobre o São João mudou com o digital?

GC: Mudou muito. O público ampliou a exigência com relação às grades, decorações e agora é mais fácil comparar, pois a internet coloca tudo à disposição do usuário e aí todo mundo consome tudo ao mesmo tempo.

ABMP: Como surgiu a ideia do Portal São João na Bahia e qual é o seu principal propósito?

GC: O principal propósito é levar informações sobre o São João e suas peculiaridades para o internauta. A ideia surgiu há 12 anos, pois a gente sempre achou a cobertura junina muito superficial. Os grandes veículos perceberam a importância cultural e comercial do São João e hoje a concorrência de quem faz a melhor cobertura é grande, mas como pioneiros levamos vantagem, pois temos mais de 250 mil seguidores no Instagram e outros 200 mil no Facebook que estão ali única e exclusivamente para ver coisas sobre forró e São João. Então, isso é gratificante. Recentemente, chegamos a 30 milhões de visualizações em três meses e mais de 12 milhões somente em abril. Isso é algo muito importante, pois são pessoas que estão em busca de conteúdo de festa junina.

ABMP: Como você avalia a relação das agências de comunicação com os players segmentados tendo como exemplo o Portal São João da Bahia?

GC: Avançou muito nos últimos anos, mas ainda há um grande universo a ser explorado. As agências precisam compreender melhor essa audiência que é fiel e que consome aquilo que é oferecido por essas plataformas.

ABMP: Você possuí uma plataforma de comunicação que atua na produção de conteúdo, tendo um portal de notícias e um podcast. Qual o desafio de trabalhar nessas duas frentes no momento do diálogo com o anunciante?

GC: O desafio de produzir informações é infinito e tem que ser feito com muita responsabilidade, pois as pessoas que seguem as nossas plataformas são exigentes e sabem o que querem. Já com o diálogo com o anunciante tem que ser sempre com muita transparência e assertividade. Eles não buscam apenas audiência, mas conexão, vivências e credibilidade. E isso a gente garante a entrega.

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