Entrevista: Priscila Araújo – Sócia da INS Mkt Digital

jan/2025

Nosso diferencial está pautado na entrega de soluções personalizadas, sob demanda adequada para cada cliente.                                                                                                                                                                                        

 

 

 

ABMP: A INS tem uma presença global e se destaca em AdTech. Como foi sua trajetória até liderar uma empresa que une tecnologia e dados para soluções tão estratégicas?

PA: Minha trajetória até liderar uma empresa que une tecnologia e dados para soluções estratégicas foi marcada por uma combinação de diferentes experiências no mercado da comunicação. Sempre tive a oportunidade de trabalhar em empresas e projetos que envolviam a análise de dados e o desenvolvimento de soluções, sejam elas on ou off. 

Com o passar dos anos, busquei sempre me aprimorar, e assumi cargos de maior responsabilidade em diferentes empresas. Cada posição trouxe novos desafios e a chance de liderar equipes, o que me ensinou a importância da colaboração e da comunicação efetiva na busca por soluções inovadoras. Me trazendo um vasto repertório e reconhecimento do mercado publicitário, o que reforça a credibilidade do meu trabalho.

A virada decisiva na minha carreira ocorreu quando percebi a crescente demanda por integrar dados e tecnologia para impulsionar decisões estratégicas nas empresas. Com isso em mente, decidi empreender e me tornei sócia da Insight Mídia, hoje INs Mkt Digital. Que está cada vez mais empenhada em desenvolver soluções que transformam dados em insights valiosos.

Hoje, tenho a satisfação de dividir a liderança com meu sócio, André Borges, juntos buscamos ter uma empresa com equidade nas decisões, um time diverso, um ambiente saudável de trabalho e sempre os melhores resultados para nossos clientes. Importante reforçar que é gratificante ser uma liderança feminina, espero que mais mulheres ocupem lugares estratégicos e de liderança das empresas.

ABMP: Na sua visão, o que diferencia a INS das demais AdTechs no mercado ? Existe algum diferencial competitivo que gostaria de destacar?

PA: Nosso diferencial está pautado na entrega de soluções personalizadas, sob demanda adequada para cada cliente. Enquanto muitas AdTechs entregam soluções padronizadas, nosso time plural consegue entender as diversas realidades de agências, clientes e públicos para oferecer estratégias e ações sob medida. 

Isso só é possível porque nossa Cultura é fruto da união da nossa equipe e de suas diferentes experiências e realidades (em gênero, raça, orientação sexual, background acadêmico e muito mais), fato que nos permite fazer as perguntas certas e entregar os resultados certos também. Somos inquietos por natureza.

ABMP: O que levou a INS, a se associar à ABMP, e como você acredita que essa parceria pode fortalecer o mercado publicitário?

PA: Um Mercado não se constrói sozinho e sabemos da nossa importância na mudança de mentalidade e conhecimento do Mercado local. Ajudamos a moldar o comportamento de milhares de pessoas todos os dias e os desafios de evolução enquanto negócio muitas vezes são os mesmos. Junto com a ABMP estamos reiterando nosso compromisso em contribuir para o desenvolvimento do mercado. Acreditamos que, por meio dessa parceria, podemos cooperar com a troca de conhecimento, inovação e boas práticas no uso de tecnologia e dados. Temos por propósito “conectar pessoas e empresas no universo digital” e a ABMP é uma entidade importante para conectar players do mercado e fortalecer o ecossistema publicitário.

ABMP: Com o avanço da mídia programática e do business intelligence, quais tendências você acredita que vão impactar o mercado publicitário em 2025?

PA: Provavelmente todas as listas de tendências para 2025 que você viu por aí devem ter mencionado sobre a evolução de difusão de IA Generativa, e, de fato, isto deve nortear grande parte do que veremos nas discussões do Mercado. Mas primeiro, creio que seja muito importante entender que alguns comportamentos de pessoas estão mudando:

– As pessoas estarão mais desconfiadas: comparação entre conteúdo real e conteúdo gerado por inteligência artificial, e identificação de fake news estarão em voga;

– A economia da impaciência continua reinando: Sai na frente sempre a marca/empresa que consegue se conectar e ensinar melhor sua audiência;

– Fuga da conexão e o “retorno” à rua: À medida que as lembranças da pandemia vão se apagando, teremos mais pessoas optando por ambientes externos, fora de casa, e momentos de total desconexão com a internet.

No âmbito de mídia e dados, além do uso de IA Generativa para personalização de anúncios e processos de criação em larga escala, também é válido destacar:

– Privacidade e segurança de dados: Com regulamentações como a LGPD e o GDPR, a transparência no uso de dados será essencial para manter a confiança dos consumidores;

– Mídias emergentes: ativações em TV conectada e Retail Media continuarão em expansão e ganhando destaque com mais espaço para players menores;

– Automação inteligente: Ferramentas (que inclusive estamos desenvolvendo internamente) que otimizam campanhas em tempo real com base em dados preditivos transformarão a forma como as estratégias são executadas.

Por último, estamos no meio de grandes acontecimentos com o Meta (com sua atualização de políticas de monitoramento) e com o Tiktok (com seu possível banimento nos EUA) e o desenrolar disto vai nos provavelmente vai nos impactar em custos, segurança de marca e mais diálogos sobre desinformação.

ABMP: O uso de dados na publicidade levanta questões éticas e regulatórias. Como a INS se posiciona em relação à privacidade e ao uso responsável de informações?

PA: A INS adota uma postura proativa em relação à privacidade, colocando a ética no centro de todas as nossas operações. Seguimos rigorosamente as regulamentações como a LGPD e o GDPR, e investimos em tecnologias que garantem a proteção dos dados dos usuários. Além disso, acreditamos em informar nossos clientes sobre a importância do uso responsável das informações, reforçando que o respeito à privacidade não é apenas uma obrigação legal, mas também um diferencial competitivo.

ABMP: Como líder em uma AdTech inovadora, qual foi o maior desafio que você enfrentou na integração de tecnologia, dados, mídias e estratégias para atender clientes de diferentes áreas?

PA: O maior desafio foi alinhar expectativas tão diversas com soluções tecnológicas que, muitas vezes, demandam um alto nível de entendimento técnico. Muitos clientes têm necessidades distintas, desde branding até performance, o que exige uma abordagem flexível e criativa. Conseguimos superar isso investindo em capacitação do time e adotando uma comunicação clara, traduzindo conceitos técnicos em soluções que fazem sentido para os objetivos de cada cliente.

ABMP: Qual conselho você daria para empresas e profissionais que desejam incorporar tecnologias avançadas como a mídia programática em suas estratégias de marketing?

PA: Aqui não tem segredo: conheça seu público e deixe nítido seus objetivos de negócio. Conhecer não é somente achar, é preciso pesquisar e entender as diferentes nuances do dia a dia e características que moldam seu comportamento. Ao mesmo tempo, se temos um norte definido, o caminho fica bem mais fácil de ser trilhado, independentemente das mídias e possíveis mudanças.

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