Casa é templo, bem-estar, cuidado consigo, cuidado em estar em família, ancestralidade e respeito
A casa é o nosso templo sagrado de bem-estar, onde praticamos o cuidado com nós mesmos, a união da família, o respeito aos nossos antepassados e a harmonia diária.
A casa não é apenas um endereço ou uma estrutura física feita de concreto e tijolos. Ela é a extensão do nosso próprio corpo, o contorno visível da nossa alma e o templo sagrado onde a vida acontece em sua forma mais pura. No ritmo acelerado do mundo exterior, o lar surge como o único refúgio capaz de silenciar o barulho da rua e as cobranças do cotidiano. Por isso fazer uma limpeza energética, pelo menos uma vez na semana, para trazer o equilíbrio entre a casa física/ambiente e aquele(s) que ali residem. É dentro de quatro paredes que despimos as máscaras sociais para nos encontrarmos com quem realmente somos. Cuidar desse espaço é, portanto, o primeiro e mais profundo ato de amor-próprio e bem-estar.
Promover o bem-estar dentro do próprio templo começa pelo cultivo do silêncio e da desaceleração. Sabemos o quanto é difícil no mundo atual, mas o cuidado consigo não é um luxo egoísta, mas sim uma necessidade vital. Manifesta-se no canto do quarto reservado para a leitura, no ritual de um banho demorado que lava o cansaço do dia, ou no simples ato de abrir as janelas logo cedo para deixar o sol renovar a energia dos ambientes. Quando tratamos a nossa casa com zelo, organizando os espaços e limpando as energias, estamos organizando a nossa própria mente. O lar funciona como um espelho: a harmonia externa reflete diretamente na nossa paz interior.
Mais do que um abrigo individual, a casa é o altar onde se celebra o milagre da convivência. Cuidar do estar em família exige intenção e presença real. Em uma era de telas e conexões virtuais, o verdadeiro luxo é a desconexão para o encontro de olhos nos olhos. O bem-estar coletivo floresce nos momentos simples, como o aroma do café fresco que reúne todos ao redor da mesa, as risadas descompromissadas no tapete da sala e a escuta atenta das dores e dos sonhos de cada um. Respeitar o tempo e a individualidade do outro dentro do mesmo teto é a base que sustenta as relações familiares, transformando a rotina em um espaço de acolhimento mútua e proteção.
Esse solo que pisamos e protegemos hoje também é sustentado por raízes invisíveis e profundas: a nossa ancestralidade. Nenhuma casa se mantém firme sem fundações, e a nossa história familiar é a base de quem somos. Honrar a sua história dentro do lar é manter o fio do tempo conectado. Isso se faz presente na foto antiga pendurada no corredor, no móvel herdado que carrega marcas de outras épocas, ou naquela receita de um ente muito querido que perfuma a cozinha no fim de semana. Quando reverenciamos aqueles que vieram antes de nós, sejam eles, pais, avós, enfim…, trazemos a sabedoria e a proteção deles para o nosso presente, lembrando que somos a continuidade de um sonho antigo.
Viver a casa como um templo é um exercício diário de respeito, afeto e espiritualidade prática. É entender que cada canto guarda memórias, cada gesto de cuidado limpa o espírito e cada momento em família fortalece a nossa identidade. Que possamos, todos os dias, fechar a porta para o caos do mundo externo e acender a luz da gratidão dentro do nosso santuário particular, celebrando a vida, o autocuidado e o amor que nos une através das gerações.
_______________
O conteúdo e opinião publicados neste artigo são de inteira responsabilidade do autor ou autora.
Leonardo Borges Menezes
Economista
Pós graduado em Gestão de Empresas e Gerente de Negócios Habitacionais na Construtora Sertenge
ENTRE NIETZSCHE E NISKIER. Uma breve reflexão sobre A ALMA IMORAL.
Recentemente, assisti, pela quinta ou sexta vez (não lembro ao certo), a peça A ALMA IMORAL, que, em vias de completar 20 anos, se consolida como uma das peças mais icônicas do teatro brasileiro. E o que impressiona, ainda mais, é o fato de se tratar de monólogo......
Proximity Marketing: a estratégia lucrativa e pouco conhecida movimentando bilhões
A indústria do marketing está em constante evolução, e uma das estratégias que vem ganhando destaque nos últimos anos é o Proximity Marketing. Apesar de movimentar impressionantes US$ 62 bilhões ao ano, de acordo com a Research and Market, essa abordagem ainda é pouco...
IA e ESG, sopa de letras que pode gerar desenvolvimento
À medida que a conscientização sobre as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) cresce, torna-se cada vez mais importante explorar soluções inovadoras para enfrentar os desafios globais. A inteligência artificial (IA) emerge como uma tecnologia promissora...
O aprendizado como estratégia para o futuro do trabalho
Em novembro tive a oportunidade de participar de alguns eventos sobre inovação, criatividade, tecnologia, dentre eles o Scream Festival em Salvador e o Rec´n´Play em Recife. Em todas as palestras e painéis, olhares e ouvidos atentos para cases de mercado, novas ideias...
ESG e IMPACT WASHING: qual é e para quem vai o seu impacto?
Nos últimos anos, especialmente após a pandemia causada pelo novo coronavírus, surgiu também um crescente destaque a temas relacionados a uma nova lógica de produção, consumo e posicionamento. Novos termos passaram a fazer parte do nosso dia a dia, a exemplo da famosa...
Mais do que processos, ferramentas e tecnologia, gente é a chave para inovação numa corporação.
A evolução tecnológica vem ganhando cada vez mais velocidade, da invenção do telefone no final de 1800 até o primeiro computador foram 70 anos, daí até o primeiro computador pessoal, o Apple I lançado em 1976, foram mais 30 anos. E em pouco mais de 20 anos saímos da...
junte-se ao mercado
"Acho que a primeira grande contribuição da Viamídia é mostrar que todo sonho é possível. Ela é a prova viva disso. Três jovens estudantes de publicidade, lá em 1996, sem dinheiro, sem conexões no mercado e começando do zero, montaram uma empresa com apenas dois computadores e uma mesa improvisada com uma porta e dois cavaletes. Hoje, esse negócio se transformou em uma grande agência, que emprega quase 100 pessoas e é referência no Nordeste."

ABMP: Quando falamos em “Conexões Urbanas”, o que esse conceito representa para você e como ele se relaciona com a transformação das cidades?
LC:Para a Eletromidia, o conceito de “Conexões Urbanas” sintetiza nossa razão de ser: aproximar marcas e pessoas nos diferentes ambientes e trajetos que fazem parte da vida nas cidades.
Salvador é um exemplo dessa dinâmica. Sua força cultural e seus espaços de convivência convidam a população a viver a cidade, seja nos deslocamentos para o trabalho e para a faculdade, seja nos momentos de lazer. Cada percurso reúne diferentes necessidades e oportunidades de encontro.
É nesse movimento que a mídia out-of-home ganha relevância. Ao integrar nossos ativos à paisagem e à rotina urbana, criamos oportunidades para as marcas participarem desse cotidiano. Quando essa presença oferece informação, serviços ou experiências que fazem sentido naquele momento, a comunicação também pode transformar a relação de quem circula com o espaço ao seu redor.
ABMP: Como a publicidade e a comunicação podem contribuir para criar conexões mais relevantes entre marcas, pessoas e espaços urbanos?
LC: A veiculação de campanhas publicitárias cria inúmeras possibilidades de conexão entre marcas e pessoas, seja no varejo, comunicando promoções, seja no âmbito institucional, reforçando atributos e construindo reputação.
Mas também tem sido cada vez mais frequente o desenvolvimento de projetos especiais e interativos, que geram experiências memoráveis, serviços e benefícios para quem circula pela cidade.
Isso é o que chamamos de storyliving, que vai além do storytelling. Em vez de apenas contar uma história, a marca convida o público a vivê-la. É a valorização da experiência presencial: proporcionar momentos de participação e imersão no cotidiano da população.
ABMP: As cidades estão cada vez mais conectadas por tecnologia e dados. Como isso muda a forma de comunicar e interagir com o público?
LC: A tecnologia e os dados ampliaram a capacidade de planejar e avaliar a mídia exterior. Além da localização dos painéis, agências e anunciantes passaram a contar com estimativas de audiência e métricas como alcance, frequência e impactos, que ajudam a entender os públicos que circulam por cada ambiente e a selecionar os pontos mais adequados aos objetivos de uma campanha.
A digitalização também trouxe mais flexibilidade para o conteúdo. Nos ativos de DOOH, o Digital Out of Home, é possível trabalhar diferentes peças e adaptar as mensagens a lugares, horários e contextos. Assim, uma campanha não precisa se comunicar da mesma maneira em todos os pontos de contato: pode considerar o que faz sentido em cada etapa do trajeto.
Para o público, essa evolução pode resultar em uma comunicação mais pertinente ao momento vivido. Para as marcas, significa combinar inteligência de mídia e criatividade para decidir não apenas onde estar, mas o que dizer e como participar da rotina das pessoas. Os dados orientam essas escolhas, e a tecnologia amplia as possibilidades de colocá-las em prática.
ABMP: Qual é o papel do espaço urbano como mídia e como plataforma de experiências para as marcas?
LC: O espaço urbano faz parte da rotina das pessoas. Para as marcas, ele oferece a oportunidade de não apenas serem vistas, mas de estabelecer vínculos em diferentes momentos dessa jornada.
O projeto Abrigo Amigo Claro, em parceria com a Claro, é um exemplo prático disso. Disponível em Salvador e em outras nove cidades do país, ele utiliza nossos painéis digitais para transformar a espera no ponto de ônibus, oferecendo companhia e aumentando a sensação de segurança. É uma forma de a marca participar do cotidiano por meio de um serviço que beneficia diretamente a população.
A Eletromidia está presente em 22 estados e próxima de alcançar 100 cidades. Nossas diferentes verticais permitem acompanhar esses trajetos nas ruas, nos transportes, em elevadores, shoppings, aeroportos e nos voos com a Azul Linhas Aéreas. Mais recentemente, anunciamos também a entrada no segmento de rodovias, com início na Região Metropolitana de São Paulo.
É assim que buscamos ressignificar o espaço urbano: como mídia, mas também como plataforma de experiências relevantes para marcas e cidadãos.
ABMP: Como equilibrar inovação, tecnologia e criatividade sem perder a conexão humana na comunicação?
LC: O ponto de partida são as pessoas. Antes de escolher um recurso ou formato, precisamos entender quem está naquele ambiente, o que está vivendo e de que maneira a comunicação pode contribuir para sua rotina.
A Eletromidia investe de forma consistente em inovação, tecnologia e uma cultura orientada por dados. Esses recursos ajudam a identificar oportunidades, planejar campanhas e avaliar resultados. Mas é a criatividade que transforma essa leitura em uma mensagem ou experiência capaz de despertar interesse e fazer sentido para o público.
Esse equilíbrio também passa pela valorização das pessoas e da gentileza nas relações. Na comunicação, significa respeitar o contexto e a disponibilidade de atenção de cada um. Nem sempre a melhor solução será a mais complexa: uma mensagem objetiva, uma informação útil ou um serviço que facilite o cotidiano podem fazer a diferença. A tecnologia deve apoiar essa conexão, e não ser um fim em si mesma.
ABMP: De que maneira a mobilidade urbana e os novos hábitos das pessoas estão influenciando o comportamento do consumidor?
LC: É nos deslocamentos durante a rotina que as pessoas entram em contato com diferentes espaços, serviços e possibilidades de consumo. As cidades têm investido em BRT, VLT, metrô e outros modais de transporte público para melhorar a mobilidade e a experiência dos moradores. Para as marcas, estações e terminais são ambientes propícios para criar conexões e experiências relevantes para quem está em trânsito.
Essa leitura também se aplica aos deslocamentos rodoviários. Recentemente, a Eletromidia anunciou uma joint venture com a Motiva e a EcoRodovias para levar mídia OOH às rodovias, com início na Região Metropolitana de São Paulo. A iniciativa abre novas oportunidades de contato com as pessoas nesses trajetos.
ABMP: O que torna uma experiência urbana realmente memorável e capaz de gerar conexão com as pessoas?
LC: Creio que existem vários fatores, mas contexto, utilidade e interatividade contribuem muito para isso. O contexto começa por entender onde a pessoa está e o que está vivendo naquele momento. Uma ação pode estar conectada a um evento na cidade, a uma comemoração, a um período específico do mês ou a situações comuns da rotina, como a espera pelo transporte. Quando a marca considera esse momento, a comunicação faz mais sentido para quem a recebe.
A utilidade também é importante: oferecer um serviço, uma informação ou um benefício pode fazer diferença na jornada das pessoas. E, quando existe a possibilidade de interação, elas deixam de apenas ver a mensagem e passam a participar da experiência. É essa combinação que ajuda a criar conexões reais e memoráveis no espaço urbano.
ABMP: Como você enxerga o futuro da comunicação nas cidades: mais digital, mais experiencial ou uma combinação dos dois?
LC: Vejo o futuro como uma combinação dos dois. O digital permite adaptar mensagens a diferentes lugares e momentos, atualizar conteúdos e criar oportunidades de interação. Mas esses recursos só geram uma conexão relevante quando respondem ao contexto e às necessidades de quem está naquele ambiente.
Por isso, a experiência deve orientar o uso da tecnologia. Durante um deslocamento, uma mensagem pode ajudar a descobrir um serviço próximo; em uma espera, um projeto pode oferecer companhia ou informação útil. O futuro não está apenas em ter mais telas ou recursos digitais, mas em usar essas possibilidades para tornar a presença das marcas mais pertinente na rotina das pessoas.
ABMP: Quais são os principais desafios para marcas que querem estar presentes na vida urbana de forma relevante, sem serem invasivas?
LC: O principal desafio é entender que estar no caminho das pessoas não significa ter sua atenção garantida. A comunicação precisa respeitar o ambiente e o momento da jornada: quem está de passagem tem uma disponibilidade diferente de quem espera pelo transporte ou circula em um shopping.
Isso exige mensagens claras, adequadas ao tempo de contato e ao contexto de cada espaço. Nem toda presença precisa se transformar em uma experiência interativa. Em alguns casos, uma informação objetiva é suficiente; em outros, um serviço ou projeto especial pode acrescentar valor à rotina.
A relevância vem dessa escolha: participar da vida urbana com uma comunicação que faça sentido para o público, sem exigir mais atenção do que aquele momento permite.
O principal desafio é entender que estar no caminho das pessoas não significa ter sua atenção garantida. A comunicação precisa respeitar o ambiente e o momento da jornada: quem está de passagem tem uma disponibilidade diferente de quem espera pelo transporte ou circula em um shopping.
Isso exige mensagens claras, adequadas ao tempo de contato e ao contexto de cada espaço. Nem toda presença precisa se transformar em uma experiência interativa. Em alguns casos, uma informação objetiva é suficiente; em outros, um serviço ou projeto especial pode acrescentar valor à rotina.
A relevância vem dessa escolha: participar da vida urbana com uma comunicação que faça sentido para o público, sem exigir mais atenção do que aquele momento permite.
