Entrevista: Caio Barsotti – Presidente do Conselho Executivo das Normas-Padrão

“Nossas referências sobre a publicidade baiana são as melhores possíveis, tanto no plano da criatividade quanto no da ética comercial. A existência de uma entidade como a ABMP é prova disso.”                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

 

ABMP: Quem é o CENP e como exerce seu trabalho na promoção das normas para boa conduta no mercado de comunicação?

C.B: O CENP é uma entidade criada em 1998 por anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação para gerir as Normas-Padrão da Atividade Publicitária preservar o modelo brasileiro de publicidade, baseado nas agências full service, um dos pilares da excelência publicitária no país. Tem como missão zelar pelas melhores práticas nas relações ético-comerciais entre anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação. O CENP concede Certificação de Qualificação Técnica às agências, assegurando que elas têm estrutura física e de pessoal compatível com o mercado no qual atuam, inclusive quanto ao uso de pesquisas de mídia. Além disso, credencia serviços de fornecedores de informações de mídia e de verificação de circulação e disponibiliza o BUP, Banco Único de Listas de Preços, para comprovação pública das listas de preços de veículos de comunicação.

 

ABMP: Como o CENP influencia nas relações entre anunciantes, agências e veículos de comunicação?

C.B: Nossa principal atividade no campo das relações ético-comerciais é difundir as boas práticas do modelo brasileiro de publicidade. Também somos um fórum permanente para discussões técnicas e de boas práticas e outros temas que possam contribuir para a harmonia e transparência nas relações do mercado. Consideramos indiscutível que harmonia e transparência são fundamentais para a continuidade do modelo.

 

ABMP: Como enxerga, em geral, a prática da comunicação entre agências, anunciantes e consumidores na Bahia?

C.B: Nossas referências sobre a publicidade baiana são as melhores possíveis, tanto no plano da criatividade quanto no da ética comercial. A existência de uma entidade como a ABMP é prova disso.

 

ABMP: Qual a importância de uma agência obter a Certificação de Qualificação Técnica?

C.B: 
A certificação é uma exigência legal para licitações – uma agência só pode atender a um cliente público se detiver a Certificação de Qualificação Técnica – e, no Brasil, no momento, apenas o CENP concede uma certificação reconhecida. Já para os anunciantes do setor privado, a certificação é uma comprovação formal de qualificação, experiência e comprometimento da agência, demonstrando que conta com pessoal capacitado, estrutura física dedicada, que compra pesquisas credenciadas para planejamento das campanhas. Agências de menor porte, que poderiam ter algumas dificuldades em investir nestas pesquisas, ganham acesso a elas por meio do CENP sem qualquer custo.

Outra vantagem para os anunciantes do setor privado em se relacionarem com agências certificadas é a segurança jurídica decorrente. Eles tem a certeza de que se trata realmente de uma agência de publicidade nos termos da legislação e das Normas-Padrão, e que as relações que esta agência mantenha com anunciantes e veículos estão protegidas por todas estas normas. Isto significa muito, já que a certificação é um importante sinalizador da qualificação da agência e garante segurança das relações que esta venha a estabelecer no mercado.

Informações mais detalhadas sobre as relações ético-comerciais entre anunciantes, veículos e agências de publicidade podem ser acessadas na versão digital do livro “Compliance na Publicidade” que está disponível no site www.cenp.com.br.

 

ABMP: A parceria entre CENP e ABMP vem de uma demanda de mercado ou o objetivo é ampliar o conhecimento das normas entre os profissionais e acesso das agências ao apoio oferecido pelo Conselho?

C.B: A parceria não deixa de ser uma boa prática, beneficiando o mercado ao mesmo tempo em que fortalece o CENP, a ABMP e a publicidade brasileira como um todo.

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